sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Gays protestam em Vitória

Não que eu seja contra ou a favor da homossexualidade. Não é isso. Respeito (mesmo tendo minha opinião particular sobre essa questão) a opção sexual de todos afinal, cada um terá que dar conta de si.
Discriminação eles mesmos estão tendo com os outros. Eles afirmam que a sociedade não os aceita e acabam gerando preconceito por onde passam. Exemplo disso foi a manifestação (tímida) realizada em Vitória no dia 04 de outubro. Eles seguiram pelas ruas da cidade em direção ao Ministério Público Estadual onde entregaram um documento solicitando o acompanhamento de inquéritos e ações penais mais ágeis nos casos de assassinatos de homossexuais.
A questão devia ser a seguinte: eles deveriam se unir para reivindicar agilidade nos processos para a sociedade num todo, afinal, eles não querem direitos iguais? Então porque os casos de violência contra homossexuais devem ser investigados e julgados de forma diferente?
A violência está em todo lugar e qualquer um está sujeito a enfrentá-la, independente de classe, raça ou escolha sexual.
A presidente da Associação dos Transgêneros do Estado do Espírito Santo (Astraes), Liliane Anderson, diz que o preconceito pode existir dentro da Justiça, através da falta de discussão em torno dos direitos dos homossexuais. Mas esses direitos são, inclusive, de prioridade nas questões judiciais? Então se um homossexual ficar doente e não for atendido com prioridade será uma questão de preconceito? Será que é como o sistema de cotas que o governo gostaria de implantar nas universidades federais, separando determinada quantidade de vagas para os negros? Será que uma pessoa negra tem menos capacidade de aprendizado que uma pessoa branca?
Eu sugiro que realmente nesse país haja igualdade social. Todos devem ter direito a tudo, independente de raça, situação social ou opção sexual.
Vale lembrar que durante a manifestação o trânsito ficou lento em alguns momentos, principalmente quando o grupo atingiu a avenida Saturnino de Brito e prosseguiu em duas, das três pistas da via, no sentido Praia-Centro. Policiais militares e a Guarda de Trânsito tentavam orientar os motoristas e agilizar o fluxo de veículos no local. Ou seja, além de tudo atrapalharam o trânsito!!!!!!!

Baseado em reportagem publicada em http://gazetaonline.globo.com/noticias/minutoaminuto/

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

“Música gospel vira tema de personagem de horário nobre da Globo”


Essa é a chamada da matéria publicada no jornal A Gazeta no dia 04/10/2007.
Eu paro e reflito: até que ponto as pessoas vão misturar tudo? Religião é coisa muito séria. Não se pode simplesmente pegar uma música evangélica, que foi feita para louvar (pelo menos eu acredito nisso) e inserir na trilha sonora de uma novela. Principalmente uma novela do horário nobre dessa emissora, que é regada a violência e sexo.
A música escolhida é da cantora Aline Barros, uma das recordistas em vendas de CDs do mercado gospel nacional, ganhadora de grandes prêmios da música internacional. De acordo com a assessoria da cantora, ela sente-se feliz com isso. (Particularmente, eu sempre fui contra o fato de cantores evangélicos concorrerem a prêmios. O engrandecimento é para Deus ou para o homem?).
A música escolhida: Recomeçar, do álbum “O poder do Seu amor”.
De acordo com a matéria, os evangélicos encontram-se divididos sobre o assunto. Uns acham legal a inserção da música na novela para mostrar a todos que ser cristão pode ser moderno. Outros discordam. A música será tema de um pastor evangélico que divide espaço com uma líder espiritual do candomblé. A decisão sobre a escolha da música foi do próprio Agnaldo Silva, autor de Duas Caras.
Eu penso que cada coisa tem o seu lugar. Já basta determinados ritmos invadindo as igrejas, como o rock, o axé, o sertanejo e agora tem até baile funk para a juventude evangélica.
A Bíblia é bem clara quando diz para sermos diferentes, mas a cada dia as pessoas ficam iguais. Onde foi parar o discernimento das coisas???? E os líderes espirituais, o que estão fazendo???
Já existe boutique evangélica, cerveja evangélica, boate gospel, barzinho gospel, sorvete gospel, ator gospel, só falta novela gospel....
Hoje, quando li a matéria percebi que todos os limites entre Céu e Inferno estão se acabando. Será que o “Pai” (já que a música começa dessa forma) vai gostar de ouvir um louvor seu durante uma sena de violência ou prostituição??

Letra da música: Recomeçar

PAI, TÁ DIFICL MANTER O CAMINHO
TENHO ANDADO EM MEIO A ESPINHOS
NEM SEMPRE É TÃO FÁCIL ACERTAR.
PAI, EMOÇÃO DESCALÇA OS MEUS PÉS
ME ROUBANDO EM MEIO A CORDÉIS
QUE ME ENLAÇAM EM MINHAS FRAQUEZAS.
PAI, EU NEM SEI O QUE TE FALAR
MAS EU QUERO RECOMEÇAR
ME AJUDA NESSE INSTANTE.
PRECISO DA TUA MÃO VEM ME LEVANTAR
FAZ-ME TEU SERVO, SENHOR
ME LIVRA DO MAL
QUERO SENTIR O TEU SANGUE CURAR-ME
AGORA MEU SENHOR VEM ME RESTAURAR.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Essa imagem eu tinha mesmo que publicar... (jornal AT - 03/10/2007)

A publicitária Scheilka Ramos assumiu a área comercial e de planejamento da Estilo de Comunicação, empresa com 14 anos no mercado, com foco em assessoria de imprensa e jornalismo institucional, que agora amplia sua atuação para as áreas de publicidade e propaganda, marketing editorial, web e promoção de eventos.

A equipe da Estilo de Comunicação conta ainda com as jornalistas Carol Perim e Luciana Almeida e os publicitários Daniel Secchin, Paulo André Oliveira e Lili.

Na foto, a equipe da Estilo.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Onde começa o direito de um e termina o do outro?

Cada dia que passa, o respeito mútuo é menos cotado. As pessoas pensam somente no benefício próprio, independente se vão prejudicar os demais.
Esse fato é percebido principalmente nas manifestações em que determinados grupos pretendem reivindicar seus direitos.
Concordo que as pessoas devam mesmo gritar por melhores salários, condições de trabalho ou até mesmo a regularização da profissão, como aconteceu hoje pela manhã em Vitória/ES.
Gritando pela regularização da categoria para ter direitos iguais aos demais trabalhadores, o Sindicato dos Motociclistas realizou nesta manhã (24) uma manifestação que tumultuou ou trânsito na Segunda Ponte e no Centro de Vitória.
Cerca de 400 pessoas participaram da manifestação.
Agora, eu pergunto: até que ponto esses trabalhadores, comuns como nós, têm o direito de exigir seus direitos e até onde eles podem atrapalhar a vida profissional de milhares de outros trabalhadores?
Com essa manifestação, muitas pessoas tiveram o dia de trabalho cortado, por não conseguirem chegar no horário ao emprego. Será que realmente é justo?
Eu fico profundamente decepcionada com a atitude dessas pessoas que pensam apenas em si próprias. Um bando de EGOÍSTAS. “Eu quero meus direitos por isso vou atrapalhar a rotina dos demais”. Acredito que esse seja o pensamento desses manifestantes.
E eu não digo apenas em relação aos motoboys. Digo também em relação aos motoristas e cobradores de ônibus, médicos, enfermeiros, professores, e todas as demais classes profissionais.
Até onde vai o seu direito e onde começa o meu?

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

A que ponto chegamos..... (Essa é pra rir mesmo)

Senador dos EUA processa Deus
O senador Ernie Chamberes, do estado de Nebraska, abriu um processo contra Deus no condado de Douglas.
Conhecido por críticas aos cristãos, o democrata disse no processo, que abriu semana passada, que Deus gera medo e que é responsável por milhões de mortes e destruições pelo mundo. Segundo ele, Deus gerou “inundações, furacões horríveis e terríveis tornados”.
Chamberes comentou que Deus fez ameaças terroristas contra ele e seus eleitores.
Conforme o senador, ele abriu o processo em Douglas porque Deus está em todos as partes.
Segundo Chamberes, a iniciativa foi uma forma de protestar contra o alto número de processos que são abertos pelos americanos que ele considera ridículos.
Ainda não se sabe quem será o advogado de Deus...

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Ao vencedor, o desprezo

A sociedade brasileira assistiu no dia 12 de setembro de 2007 a mais um escandaloso espetáculo de horror do sistema político brasileiro.
Ancorados no silêncio, na solidão e em interesses inconfessáveis, 46 senadores da República, apesar de todas as evidências em contrário, decidiram que o senador Renan Calheiros (PMDB/AL) não é culpado de quebra de decoro parlamentar.
Procurando no dicionário, verificamos que decoro significa “beleza moral que resulta da honestidade e da decência; nobreza; dignidade”. Fazemos isso para ajudar aos nobres senadores que votaram pela absolvição do sr. Renan Calheiros para que entendam o que deixaram de fazer. Talvez esses nobres políticos pensam que enganar o fisco, mentir ao País, utilizar cargo público para benefício particular, entre inúmeras outras acusações, sejam fatos decorosos.
Talvez suas excelências pensem que assuntos do Parlamento devam ser tratados e discutidos apenas pelo Parlamento. Vivem no século XXI, mas suas mentes e corações estão no século XVI. Pensam que a tormenta passará e que tudo voltará a ser como antes. Enganam-se. A sociedade indignada continuará sua busca pela construção da República.
República que não tolera a impunidade, que não aceita o compadrio, que não coaduna com o segredo de assuntos públicos. República que demanda transparência, defesa dos interesses públicos, punição aos culpados e muito mais. Como os Titãs, não queremos apenas comida. Queremos direitos e deveres iguais para todos. Queremos cidadania.
Exigimos do Senado Federal a imediata revogação das sessões e votações secretas. E isso é apenas um primeiro passo. A cidadania, humilhada não ficará. Não desistiremos, resistiremos e insistiremos na busca de nossos direitos de cidadãos. Diferentemente de Quincas Borba e seu discípulo Rubião, no clássico romance de Machado de Assis, proclamamos: “ao vencedor, o desprezo”.

Transparência Capixaba

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Radialista alerta que “negociar” a consciência pode custar a vida


O jornalista e radialista Elias Teixeira em comentário feito no programa Conexão da Rádio Novo Tempo, afirmou que o caso Renan Calheiros deve levar a uma reflexão não sob o ponto de vista político ou jurídico, mas sobre o que não se deveria negociar. “Em questões políticas nem sempre os absolvidos são os inocentes”, opina acrescentando que num contexto onde há possibilidades de acordos e o jogo pelo poder, dificilmente a verdade, de fato, aparecerá à opinião pública como realmente é. .
O jornalista prosseguiu em seu comentário observando, ainda, que é de fundamental importância a sociedade estar atenta ao que se fala sobre democracia, fazendo alusão ao que Calheiros disse depois de ser absolvido do processo de cassação em votação secreta ontem por 35 a 40. “A democracia não pode ser um instrumento institucional, que beneficia interesses particulares. A absolvição de Calheiros foi do interesse dele e dos demais que o absolveram e nesse caso, onde está a vitória da democracia?”, questiona.
Com relação à falta de provas contra Calheiros, o jornalista observou em seu comentário que não haver provas materiais contra alguém não prova sua inocência, e criticou o uso do poder de maneira dissimulada. “Inocência ou não, é mais uma questão de consciência que uma questão jurídica ou regimental. A justiça dos homens não julga a consciência”. O jornalista prosseguiu dizendo que a justiça e a lei podem ser ludibriadas por mecanismos materiais, mas a consciência ninguém pode enganar.
“Negociando a consciência ou não, no fundo todos sabemos se somos culpados ou inocentes no que somos acusados; quando tentamos negociar o que não deveríamos, a vida cobra e cobra caro”, encerra.