quarta-feira, 19 de setembro de 2007

A que ponto chegamos..... (Essa é pra rir mesmo)

Senador dos EUA processa Deus
O senador Ernie Chamberes, do estado de Nebraska, abriu um processo contra Deus no condado de Douglas.
Conhecido por críticas aos cristãos, o democrata disse no processo, que abriu semana passada, que Deus gera medo e que é responsável por milhões de mortes e destruições pelo mundo. Segundo ele, Deus gerou “inundações, furacões horríveis e terríveis tornados”.
Chamberes comentou que Deus fez ameaças terroristas contra ele e seus eleitores.
Conforme o senador, ele abriu o processo em Douglas porque Deus está em todos as partes.
Segundo Chamberes, a iniciativa foi uma forma de protestar contra o alto número de processos que são abertos pelos americanos que ele considera ridículos.
Ainda não se sabe quem será o advogado de Deus...

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Ao vencedor, o desprezo

A sociedade brasileira assistiu no dia 12 de setembro de 2007 a mais um escandaloso espetáculo de horror do sistema político brasileiro.
Ancorados no silêncio, na solidão e em interesses inconfessáveis, 46 senadores da República, apesar de todas as evidências em contrário, decidiram que o senador Renan Calheiros (PMDB/AL) não é culpado de quebra de decoro parlamentar.
Procurando no dicionário, verificamos que decoro significa “beleza moral que resulta da honestidade e da decência; nobreza; dignidade”. Fazemos isso para ajudar aos nobres senadores que votaram pela absolvição do sr. Renan Calheiros para que entendam o que deixaram de fazer. Talvez esses nobres políticos pensam que enganar o fisco, mentir ao País, utilizar cargo público para benefício particular, entre inúmeras outras acusações, sejam fatos decorosos.
Talvez suas excelências pensem que assuntos do Parlamento devam ser tratados e discutidos apenas pelo Parlamento. Vivem no século XXI, mas suas mentes e corações estão no século XVI. Pensam que a tormenta passará e que tudo voltará a ser como antes. Enganam-se. A sociedade indignada continuará sua busca pela construção da República.
República que não tolera a impunidade, que não aceita o compadrio, que não coaduna com o segredo de assuntos públicos. República que demanda transparência, defesa dos interesses públicos, punição aos culpados e muito mais. Como os Titãs, não queremos apenas comida. Queremos direitos e deveres iguais para todos. Queremos cidadania.
Exigimos do Senado Federal a imediata revogação das sessões e votações secretas. E isso é apenas um primeiro passo. A cidadania, humilhada não ficará. Não desistiremos, resistiremos e insistiremos na busca de nossos direitos de cidadãos. Diferentemente de Quincas Borba e seu discípulo Rubião, no clássico romance de Machado de Assis, proclamamos: “ao vencedor, o desprezo”.

Transparência Capixaba

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Radialista alerta que “negociar” a consciência pode custar a vida


O jornalista e radialista Elias Teixeira em comentário feito no programa Conexão da Rádio Novo Tempo, afirmou que o caso Renan Calheiros deve levar a uma reflexão não sob o ponto de vista político ou jurídico, mas sobre o que não se deveria negociar. “Em questões políticas nem sempre os absolvidos são os inocentes”, opina acrescentando que num contexto onde há possibilidades de acordos e o jogo pelo poder, dificilmente a verdade, de fato, aparecerá à opinião pública como realmente é. .
O jornalista prosseguiu em seu comentário observando, ainda, que é de fundamental importância a sociedade estar atenta ao que se fala sobre democracia, fazendo alusão ao que Calheiros disse depois de ser absolvido do processo de cassação em votação secreta ontem por 35 a 40. “A democracia não pode ser um instrumento institucional, que beneficia interesses particulares. A absolvição de Calheiros foi do interesse dele e dos demais que o absolveram e nesse caso, onde está a vitória da democracia?”, questiona.
Com relação à falta de provas contra Calheiros, o jornalista observou em seu comentário que não haver provas materiais contra alguém não prova sua inocência, e criticou o uso do poder de maneira dissimulada. “Inocência ou não, é mais uma questão de consciência que uma questão jurídica ou regimental. A justiça dos homens não julga a consciência”. O jornalista prosseguiu dizendo que a justiça e a lei podem ser ludibriadas por mecanismos materiais, mas a consciência ninguém pode enganar.
“Negociando a consciência ou não, no fundo todos sabemos se somos culpados ou inocentes no que somos acusados; quando tentamos negociar o que não deveríamos, a vida cobra e cobra caro”, encerra.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Brincando de entender amor e paixão

(por Jace Theodoro)

E eu pensando que o amor batia em nossa vida pela porta da frente em cortejo de invejar rainhas. E eu pensando que ele vinha em artifícios de fogos juninos, com o fragor de um domingo de carnaval, estrepitoso como o cão ao cheiro do dono que já dobra a esquina. O amor entra pela porta dos fundos, em matemáticos e bem-medidos passos de lã. Não diz nada. O amor é calado e espera no pufe da sala que o dono da casa lhe ofereça café forte e biscoitos de nata. Quando o amante se dá conta, o amor fez a cama, espalhou-se pelos quartos, passou pano no corredor, areou frigideiras e agora dorme o sono da exaustão amorosa.
A paixão, sim, desfila vaidosa ao olho mágico e, sem campainha que a anuncie, arromba portas. Pode ser vista do chão quando passeia pelo céu em constelações fogosas. A paixão, vista do camarote superior, ganha lugar à frente da bateria nota 10. é um cachorro de trinta e tantos dentes a roer o osso do calcanhar. A paixão pega no pé... e larga no dia seguinte.
À primeira chispa do amor, a “Melodia Sentimental” o desperta nas manhãs. O amor tem braços de espreguiçar, boca de beijar beijos Colgate, bom dia como partitura de saudação. O mesmo sangue de “O primo Basílio” corre nas veias da paixão enquanto o amor junta lembranças dos tempos do cólera.
A paixão mostra seus arranhões na Muralha da China, onde se mata e se morre por ela. A honradez chinesa é passional, fere rente, ensinava meu bisavô, que nunca amarelava e era chinês. O amor pode ser mal-educado como um francês (falei, et voilá) e pode igualmente se enganchar na Eiffel para gritar je t´aime. A paixão é Piaf, o amor se faz de morto assobiando “La Vie em Rose”.
O amor guarda pulseirinhas, cortadores de unha, estiletes de gume frágil. A paixão põe a mão na faca enterrada nas omoplatas, tem unhas de fincar, dentes esbranquiçados à força do esmeril. O amor come, a paixão morde, o amor mastiga, a paixão cospengolevomita.
Quando o amor termina, o amante vai ao velório e prepara o féretro ouvindo o “Réquiem” de Mozart. Finda a paixão, o amante arrasta i cadáver pela cidade e solta o barulho à passagem da Terceira Ponte. Depois – coisa à toa para o apaixonado – recupera o corpo deixado na praia pelas ondas. A paixão mergulha com o cadáver; o amor toma uma ducha para dar de comer. À memória se encarrega de apagar os dois.
Embora pareçam – filósofo eu cá no colo da poesia -, amor e paixão não são antítese, embora se prestem a muitas teses. E também não se sujeitam à prisão do alfinete da minha síntese que teima em faze-los contrários. Amor e paixão são irmãos sem contato, com o mesmo gene, espécie, família. Vêm da mesma árvore, só não são macacos do mesmo galho.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

O Rio de Janeiro continua lindo.....

E como já diz a música do querido Gilberto Gil, “aquele abraço....”.
Fica registrada a minha homenagem a essa cidade realmente linda.... Foi um final de semana maravilhoso, corrido, mas gostoso. Aprimorar os conhecimentos é muito bom, e conhecendo pessoas diferentes e divertidas é melhor ainda...
Apesar da violência e da falta de educação de algumas (muitas) pessoas e motoristas, o Rio de Janeiro continua lindo.....

terça-feira, 31 de julho de 2007

Lançamento oficial da candidatura do Brasil para sediar a Copa de 2014

O Brasil lançou hoje oficialmente a candidatura para sediar a Copa do Mundo de 2014. Com a empolgação da realização do Pan e os elogios dos jornalistas e personalidades a respeito da organização do evento, já deixa um clima de esperança no ar.
Em proporções bem menores, o Pan realmente foi um sucesso em organização e conforto dos atletas. Vale lembrar que durante os 20 dias de evento, os dois únicos fatos que marcaram presença nos noticiários nacionais foram o Pan e infelizmente a tragédia em Congonhas. Uma observação importante também é que, a guerra do tráfico no complexo do Alemão no Rio acabou de uma hora pra outra? Você lembra quantas pessoas morreram e como estava a situação no local dias antes do Pan? Porque os jornais não noticiaram nenhum seqüestro, roubo, guerra do tráfico durante a festa? Ah... provavelmente por causa dos turistas... iria causar uma má impressão...
Bom, o problema é que brasileiro só se mobiliza enquanto a mídia martela em cima. Parou de ser noticiado, quer dizer que o problema também acabou.
Precisamos refletir um pouco mais sobre essas questões. Será que realmente o país está pronto para sediar uma Copa do Mundo? Para isso, mais quatro estádios de futebol precisarão ser construídos. Faça a conta:
O Engenhão (RJ) custou a merreca de R$ 320 mil de reais. Isso multiplicado por quatro dará R$ 1.280 bi.
Obs: Lembre-se que o governo não tem dinheiro para construir presídios, hospitais, escolas e nem criar iniciativas incentivando empresários a oferecer mais empregos. E o salário mínimo? Melhor nem comentar....
Mas realmente precisamos de sediar uma Copa do Mundo, para que os problemas sociais sejam resolvidos.
Mais informações sobre a candidatura acesse: http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,MUL80499-4482,00.html

Refletir...

Hoje cedo, no caminho do trabalho, passei por um muro próximo a minha casa, onde estava escrito a seguinte frase: Em não ser desonesto não salvará o país, mas será um idiota a menos.
Devemos refletir sobre isso?